Sommelieria Brasileira

Leveduras, custos, lúpulo e high gravity: ESCM realiza Semana da Tecnologia Cervejeira

Apoiar os negócios e profissionais com conhecimento técnico dedicado ao mercado cervejeiro é o objetivo da Escola Superior de Cerveja e Malte (ESCM). Mais uma vez, a única instituição de ensino superior da América Latina dedicada a cerveja vai colocar a informação a serviço do mercado. De 3 a 6 de maio acontece a Semana da Tecnologia Cervejeira. A programação terá quatro webinars com nomes conhecidos do mercado sobre leveduras, custos, lúpulo e high gravity. As inscrições são gratuitas e as aulas acontecem pela plataforma de ensino da ESCM, a partir das 19h. Para garantir sua vaga, clique aqui. A programação inicia na segunda (3) com a fundadora da Levteck Tecnologia Viva, Gabriela Müller. Ela é doutora em bioquímica e pós-doutora em biotecnologia e biociências e vai falar sobre reaproveitamento de leveduras. Na terça (4), o fundador da ESCM, Carlo Bressiani, vai abordar custos para cervejarias. “Neste momento de retração e que, ao mesmo tempo, exige inovação e posicionamento, ter clareza sobre os números para tomada de decisões é uma ferramenta que pode separar quem cresce de quem deixa o mercado”, comenta. O acompanhamento a mensuração da qualidade do lúpulo através de técnicas laboratoriais é o tema do terceiro dia da programação. Nesta palestra haverá uma demonstração ao vivo das análises nos laboratórios da ESCM. Graduado em Química e cervejeiro caseiro, Duan Ceola é especialista da ESCM na matéria-prima e vai abordar o conteúdo na quarta-feira (5). Para encerrar a programação, na quinta-feira (6), um dos mais reconhecidos consultores para implantação de cervejarias e desenvolvimento de receitas do país, Paulo Schiaveto, vai falar sobre high gravity brewing. Sobre a ESCM Com mais de 11,5 mil alunos formados em sete anos de atuação, a Escola Superior de Cerveja e Malte é a primeira e única instituição de ensino superior especializada na cerveja, da América Latina. Além do Brasil, atua também em Portugal, no Paraguai, na Argentina e no Chile. É parceira da alemã Doemens Academy, uma das mais respeitadas entidades do mundo. São cerca de 90 cursos diferentes, em mais de 300 turmas já formadas. Na sede, em Blumenau (SC), além das salas de aula estão disponíveis 12 laboratórios voltados para o ensino de cerveja. Parcerias com cervejarias da região garantem visitas técnicas e relacionamento com o mercado durante os cursos.

O que afeta o lucro dos restaurantes?

O lucro líquido dos restaurantes no Brasil está abaixo de 10%, mesmo entre os negócios considerados bem-sucedidos. A rotina intensa e os altos custos operacionais criam um cenário desafiador para os donos de estabelecimentos. A ilusão de rentabilidade ainda é comum, mas especialistas como Marcelo Marani apontam caminhos práticos para mudar esse cenário. Neste artigo, você verá por que a transparência na gestão e o engajamento da equipe são fundamentais para garantir sustentabilidade financeira. Lucro líquido baixo e percepção distorcida Ao contrário do que muitos acreditam, o dono de restaurante no Brasil não vive uma realidade de altos lucros. Segundo Marcelo Marani, fundador da Donos de Restaurantes, mesmo os negócios que “deram certo” registraram um lucro líquido abaixo de 10% em 2024. A maioria opera no prejuízo ou no limite do equilíbrio financeiro. Essa realidade, porém, não é percebida por muitas equipes. Quando Marani perguntou a funcionários quanto achavam que sobrava para o dono a cada real faturado, as respostas variaram entre 20% e 30%. O choque veio ao revelar que, na prática, sobra menos de R$ 0,10 por real. A discrepância mostra a importância de envolver todos no entendimento dos custos operacionais. Pequenos prejuízos do dia a dia, geralmente invisíveis, acumulam perdas relevantes. Talheres extraviados, pratos quebrados, ingredientes desperdiçados ou taxas de cartão não aparecem nos relatórios de vendas, mas corroem a margem. Um restaurante médio pode gastar mais de R$ 5 mil por ano apenas com a reposição de talheres, segundo Marani. Poucos fazem esse tipo de controle. A chave, segundo ele, está na gestão transparente. Em seus negócios, todos os colaboradores têm acesso aos custos. “Mostramos quanto custa um saco de lixo ou a taxa do delivery. Isso cria conexão entre ações e resultados”, afirma o especialista. A transparência não é usada como forma de cobrança, mas para promover protagonismo. Restaurantes que adotam esse modelo conseguem não só reduzir desperdícios, como também premiar o esforço coletivo. Funcionários que contribuíram com economia conseguiram realizar sonhos pessoais: comprar uma casa, fazer uma viagem, conquistar metas importantes. O lucro, nesses casos, deixa de ser um privilégio do dono e passa a ser um motor de transformação para todos. No entanto, cortar desperdício não basta. É preciso padronizar processos, usar tecnologia e estruturar o fluxo de caixa. Muitos restaurantes vendem bem, mas não têm dinheiro em caixa por falta de previsibilidade e monitoramento de despesas. De acordo com o Sebrae, essa é uma das principais causas de falência de pequenos e médios negócios no setor. A inflação alta, os aumentos nos custos de energia, alimentos e folha salarial agravam a situação. Em 2023, mais de 35% dos estabelecimentos operaram no vermelho, segundo a Abrasel. Esperar apenas por maior movimento não é suficiente. A saída está na profissionalização da gestão. Marani defende que o lucro deve ser tratado como uma ferramenta de reinvestimento — e não como bônus eventual. É ele que permite contratar melhor, treinar a equipe, trocar equipamentos e melhorar a estrutura. Sem sobra no caixa, o restaurante se torna uma prisão, e não um negócio sustentável. A mudança começa com a cultura interna. Quando o garçom entende que um pedido errado prejudica o caixa, ele redobra a atenção. Quando a cozinheira percebe que o desperdício impacta os resultados, ela mede melhor os ingredientes. “Gestão não é só número. É comportamento. É cultura”, reforça Marani. Além da transparência, o especialista propõe metas operacionais tangíveis para a equipe. Faturamento é importante, mas deve ser acompanhado de indicadores como custo por cliente atendido, taxa de desperdício e produtividade por hora trabalhada. Pequenas ações, como reduzir o uso de guardanapos ou evitar retrabalho, fazem diferença. Outro alerta recorrente é a ilusão de que vender mais resolve tudo. Restaurantes cheios ou com alto volume de delivery não garantem lucro. Sem controle de custo por prato, precificação adequada e análise de margem de contribuição, é possível “vender muito e quebrar rápido”. O lucro, segundo Marani, precisa ser uma meta diária — e não um acaso.

Vendas em bares e restaurantes crescem 1% em maio

As vendas em bares e restaurantes apresentaram crescimento de 1%, de acordo com o Índice Abrasel‑Stone. A retomada ocorre após um período de queda, ainda que os números permaneçam 0,9% abaixo do mesmo mês do ano anterior. O relatório traz dados nacionais e regionais que ajudam a entender os movimentos do setor de alimentação fora do lar. Neste artigo, você vai descobrir quais fatores contribuíram para essa leve recuperação, as diferenças de desempenho entre os estados e o que esperar dos próximos meses. Recuperação modesta, mas significativa para o setor Após registrar retrações consecutivas, o setor de bares e restaurantes viu em maio uma melhora discreta, mas simbólica. A alta de 1% nas vendas revela que há espaço para otimismo, especialmente considerando o impacto positivo do Dia das Mães — data estratégica para o mercado de alimentação fora do lar. Segundo Paulo Solmucci, presidente da Abrasel, o desempenho de maio estava dentro das expectativas, muito por conta do aumento do movimento nesse feriado comemorativo. O Índice Abrasel‑Stone é baseado em transações da Stone e cobre 24 estados brasileiros. Desenvolvido para acompanhar a movimentação do setor de alimentação fora do lar, ele tem como objetivo oferecer dados reais, mensais e úteis para decisões estratégicas de quem atua no ramo. Isso inclui bares, restaurantes, lanchonetes, cafeterias, entre outros. Segundo o cientista de dados Matheus Calvelli, o setor começa a apresentar sinais de estabilização. A queda da taxa de desemprego e a geração de empregos formais são fatores que ajudam a estimular o consumo. Com mais pessoas empregadas e renda circulando, cresce também a procura por experiências fora de casa, como almoços de fim de semana e refeições rápidas durante a rotina de trabalho. Outro elemento importante mencionado por Calvelli é a desaceleração da inflação, especialmente no setor de serviços. Embora os índices ainda estejam altos, o ritmo mais lento da alta de preços contribui para o retorno gradual do consumidor aos bares e restaurantes. Essa combinação de fatores econômicos pode gerar uma base mais sólida para os próximos meses. A análise regional do relatório revela uma disparidade relevante entre os estados. O Rio Grande do Sul lidera o ranking com crescimento de 12,5% em comparação a maio de 2024. Em seguida vêm Mato Grosso e Rio Grande do Norte (ambos com +4,7%), Alagoas (+4,1%), Mato Grosso do Sul e Paraíba (+1,4%), Sergipe (+1,3%) e Paraná (+0,8%). Na outra ponta, 16 estados registraram queda nas vendas, alguns com números expressivos. Roraima teve a maior retração, com 7%. Em seguida aparecem Bahia (-5,6%), Tocantins (-5,5%), Pernambuco e Piauí (ambos com -4,8%) e Santa Catarina (-4,3%). Estados como Minas Gerais, Espírito Santo, Rondônia e Ceará também apresentaram resultados negativos. Esses números demonstram que, apesar de haver sinais de recuperação nacional, o setor ainda enfrenta desafios regionais que precisam ser analisados com cautela. Questões como sazonalidade, turismo, eventos locais e condições econômicas específicas podem influenciar significativamente os resultados de cada estado. O Índice Abrasel‑Stone também tem uma função estratégica: ajudar os empresários a tomarem decisões mais assertivas. Ele permite identificar tendências, comparar desempenhos regionais e adaptar os modelos de negócio conforme as variações do mercado. Especialmente em um setor sensível a datas comemorativas, clima e comportamento de consumo, ter acesso a dados mensais é uma ferramenta valiosa para planejamento. Para junho, a expectativa esteve voltada à Semana dos Namorados, tradicionalmente um momento de alto movimento para o setor. Restaurantes, bares temáticos e estabelecimentos que oferecem experiências personalizadas devem sentir reflexos positivos nas vendas. Segundo Solmucci, essa será uma oportunidade importante para consolidar a retomada iniciada em maio. Mesmo diante de uma recuperação ainda modesta, o setor segue resiliente. A capacidade de se adaptar a novas realidades, ajustar cardápios, rever custos e criar ações promocionais é o que tem garantido a sobrevivência — e em muitos casos, o crescimento — de empreendimentos em todo o país. O Índice Abrasel‑Stone segue disponível tanto no site da Abrasel quanto no hub de conteúdo da Stone. A cada mês, ele oferece uma fotografia precisa da evolução do setor de alimentação fora do lar, segmentando dados por estado e comparando desempenhos mensais e sazonais. Fonte: Abrasel

O maior portal de sommelieria nacional

CONTATO

A base de conteúdos desse canal é oriunda do antigo site Cerveja em Foco.