Cervejaria Nacional tem noite de lançamento duplo (Imagem: Divulgação) No dia 24 de outubro a Cervejaria Nacional, fábrica-bar queridinha de São Paulo, engata duas receitas colaborativas de peso: a Mula Lupulina, uma India Pale Lager fruto da parceria com a cervejaria catarinense Sambaqui e a Saison du Capiroto criação do mestre cervejeiro da casa Patrick Bannwart e Guilherme Hoffmann, do hypado Goose Island Brewhouse. Foram produzidos 500 litros de cada sazonal que poderão ser degustadas enquanto durar. A Saison do Capiroto, executada com malte de arroz negro, também estará plugada nas torneiras do bar da Goose. O estilo belga Saison tem suas origens nas fazendas-cervejarias, especialmente na província de Hainaut, era produzido entre outono e primavera, para consumo dos “saisonniers”, imigrantes que vinham especialmente para a época de colheita. Sua razão de ser era a seguinte: refrescar os trabalhadores no verão, dar trabalho aos agricultores durante as estações mais frias e produzir bagaço de malte para alimentar o gado durante o inverno. A leitura de Patrick e Guilherme para este emblemático tipo de cerveja ganha toque experimental por conta do uso do malte de arroz negro durante sua elaboração. Com visual amarelo palha, a Saison Du Capiroto apresenta espuma clara, cremosa e leve turbidez. No nariz, marcam presença notas florais, condimentadas e toque que remete a especiarias, como pimenta branca. Já na boca, a sazonal de amargor e corpo médio, 8,1% de teor alcoólico, entrega sabores condizentes aos seus aromas, com sutil picância. A Mula Lupulina, uma India Pale Lager desenhada em parceria com a cervejaria de Florianópolis, Sambaqui, brinca com a potência do aroma de lúpulos e a sutileza da levedura de baixa fermentação. Elaborada com as variedades Polaris, Mandarina Bavaria, Mapuche, com direito à dry-hopping de Cryo hops de Mosaic, Simcoe e Cascade ela entrega ao olfato aroma cítrico marcante que remete a frutas amarelas tropicais. Na boca, o chope de corpo médio, 7,7% de teor alcoólico, tem amargor alto e notas que lembram frutas cítricas. Na noite de lançamento, a Cervejaria Nacional serve as novidades, em pints (R$30/ 570 ml) ou half pints (R$21/330m), em sistema de double chope, das 17h às 22h. Sobre a Goose island Brewhouse: Com mais de 700 m² e capacidade para 140 pessoas, o espaço chama atenção pela fachada rústica com tijolos aparentes, um visual industrial e moderno, além de um rooftop a céu aberto em meio ao Largo da Batata, coração do bairro de Pinheiros em São Paulo. Ao entrar, é possível acompanhar o processo de fabricação das cervejas. No balcões, 15 torneiras oferecem receitas sazonais e também os estilos clássicos da marca: English IPA, American Style Wheat, English Bitter, Yellow Line (American Pale Ale) e Piney Pils (German Pils). O cardápio também merece atenção especial. Como entrada, a sugestão são os Mini Rib Buns, sandubas de costelinhas de porco assados lentamente em forno a carvão com molho barbecue de mosto cervejeiro. Entre os pratos principais, o destaque fica com o The Duck Burger, burger de magret de pato com cebolas caramelizada na cerveja Honkers, queijo gruyere e maionese defumada, servido em um pão de brioche e o The Dry Aged Steak grelhado na brasa com manteiga com flor de sal e cebolas assadas. Para os vegetarianos, uma das opções é o Fire roasted gnocchis, nhoques de mandioquinhas e creme de queijo artesanal gratinados no forno a carvão. Sobre a Cervejaria Nacional: A Cervejaria Nacional nasceu em 2011 no descolado bairro de Pinheiros na capital paulista. Foi pioneira no conceito de fábrica-bar (brewpub), tornando-se referência no universo das cervejas artesanais. Orgulha-se de ser uma empresa 100% brasileira e esta identidade se apresenta em seu cardápio, em seu serviço, em seu ambiente e em suas famosas receitas com a temática do folclore brasileiro. Além de suas cinco receitas fixas, todos os meses apresenta lançamentos sazonais, com pelo menos duas novidades em suas torneiras. “A hiperativa Nacional” – como passou a ser chamada – se tornou base para produções das mais variadas e criativas receitas cervejeiras. A casa também preza muito por ter uma cozinha de destaque, oferecendo um variado cardápio pensado para harmonizar a melhor comida com as melhores cervejas artesanais. Além de suas receitas engarrafadas a Nacional também oferece outros 50 rótulos de cervejas exclusivamente brasileiras, principalmente de produções do estado de São Paulo. Serviço: Cervejaria Nacional – Made in Aqui mesmo! Endereço: Av. Pedroso de Morais, 604, Pinheiros – São Paulo/SP Telefone: 11 4305-9368 Telefone para reservas: 11 3034-4318 Horário de funcionamento: segunda fechado; terça a quinta das 17h às 0h; sexta e sábado, das 12h a 0h; domingo, das 12h às 18 Goose Island Brewhouse Rua Baltazar Carrasco, 191 – Pinheiros Tel: 2886-9858 Horário de funcionamento: Terça a Sexta: 18h às 1h Sábado: 12h à 1h Domingo: 12h às 22h #Saison #Hainaut #GooseIslandBrewhouse #SaisonduCapiroto #CervejariaSambaqui #IndiaPaleLager #MulaLupulina #CervejariaNacional
Procurar resultados para: meio ambiente
Cerveja com Glifosato
Cerveja com Glifosato – Imagem oindigenista.com Esta semana a página no Facebook, Brasil sem Monsanto publicou uma atualização com um pedido de ajuda aos internautas, o pedido solicita que o leitor envie um e-mail para a Procuradora da República de Goiás, Mariane Guimarães de Mello Oliveira, solicitando à ela um pedido de fiscalização por algum órgão público como a ANVISA ou Fiocruz, para avaliar a quantidade de resíduo do componente glifosato existe nas principais cervejas do país. Junto ao pedido, veio a seguinte explicação: “Foram achados resíduos de glifosato nas 14 principais marcas de cervejas da Alemanha este mês. [1.2,3] Se há resíduos do agrotóxico glifosato nas cervejas alemães, imagine no Brasil. A Organização Mundial da Saúde classifica o glifosato como provavelmente cancerígeno para humanos. [4,5,6] O principal fabricante desse agrotóxico é a Monsanto, através do seu produto Roundup. O nível máximo registrado, de 29,4 microgramas por litro, está cerca de 300 vezes acima do limite legal para a água potável na Alemanha. [3] A Procurado Mariane Guimarães está atualmente investigando irregularidades de diversas marcas brasileiras de cervejas que não informam no rótulo do produto se a cevada foi substituída por outro cereal e em que quantidade. [9] No Brasil, é permitido que as cervejarias substituam até 45% do malte de cevada por outros cereais como milho ou arroz. Quanto menos cevada, porém, menos pura é considerada a cerveja. Para baratear custos, muitas fabricantes optam pelo milho transgênico (geneticamente modificado). [9] No entanto, se a embalagem não informar qual o cereal substituto e a porcentagem usada, o consumidor pode ser induzido ao erro, segundo a Procuradora da República Mariane Guimarães de Mello Oliveira. [9] “O consumidor tem direito à informação clara a respeito do produto que está consumindo, principalmente devido aos eventuais riscos à saúde do consumo de milho transgênico, além de eventuais alergias a determinados produtos presentes nas fórmulas”, diz. [9] No artigo abaixo, eles mencionam a opinião da BfR. A BfR é uma das agências alemães que avalia agrotóxicos naquele país. Eu pessoalmente não confiaria neles quando eles dizem que, “ A quantidade achado é muito pequena pra prejudicar a saúde”. A BfR é aparelhada pela indústria, não tem muita credibilidade na europa e eles nem sequer avaliaram os estudos toxicológicos do glifosato. Em vez disso, eles se basearam num resumo dado pelo grupo privado Força Tarefa Glifosato (Glyphosate Task Force). Essa “ Força Tarefa Glifosato” é formado por Monsanto, Syngenta, DOW e outras empresas químicas da Europa. Enfim, quase todas as avaliações toxicológicas vieram desse grupo de empresas de agrotóxicos. [7,8] Instituto detecta glifosato na cerveja alemã Lúpulo, malte, fermento, água – e glifosato: justamente nos 500 anos da Lei de Pureza, testes identificam a presença do herbicida na bebida mais famosa da Alemanha. Lúpulo, malte, fermento e água são os quatro ingredientes permitidos na cerveja alemã, segundo a famosa Lei de Pureza da Baviera, datada de 23 de abril de 1516. O Instituto Ambiental de Munique anunciou nesta quinta-feira (25/02) que encontrou um quinto ingrediente: o glifosato, o herbicida mais usado no mundo e amplamente difundido também no Brasil, principalmente em lavouras de soja. Segundo o instituto, testes em amostras de 14 das cervejas mais populares do país constataram, em todos os casos, traços do herbicida. A quantidade varia de 0,46 a 29,74 microgramas por litro. Não há um limite legal para a presença de glifosato na popular bebida, mas o instituto afirma que a quantidade máxima de herbicidas permitida na água potável é de 0,1 micrograma por litro. O Instituto Federal Alemão de Avaliação de Riscos (BfR), órgão responsável por examinar potenciais ameaças à saúde pública, afirmou que a presença de glifosato na cerveja é esperada devido à aplicação nas lavouras e que os níveis detectados não representam riscos à saúde humana, segundo o que se sabe até o momento sobre o herbicida. Sobre a quantidade detectada pelo instituto de Munique, no caso mais extremo de cerca de 30 microgramas por litro, o BfR declarou que seria necessário consumir mil litros de cerveja por dia para que o produto oferecesse riscos à saúde de um adulto. “Eu ainda não vi ninguém na Baviera que beba mil litros. E se alguém beber tudo isso, a morte não vai chegar por causa do herbicida, mas por outros motivos que você e eu podemos imaginar”, afirmou o ministro alemão da Alimentação, Christian Schmidt, à emissora N-TV. “Em termos absolutos, a quantidade é pequena”, afirma a instituição. “Mas, para substâncias carcinogênicas e que afetam os hormônios, não há limite inferior de segurança.” Para os ambientalistas, o glifosato provavelmente chega até a cerveja pelo trigo ou pela cevada, já que nas lavouras convencionais o herbicida é amplamente usado. A instituição pediu às cervejarias que realizem testes nos ingredientes que utilizam. A Associação dos Agricultores da Alemanha (DBV) afirmou que cerca da metade da cevada consumida no país é importada de locais onde as exigências para a aplicação de glifosato são menos rígidas. Na Alemanha, o produto não é aprovado para o uso antes da colheita. No caso do lúpulo, o herbicida não é utilizado, afirmou o DBV. A Associação Alemã dos Fabricantes de Cerveja rebateu as críticas do instituto ao controle de qualidade das matérias-primas, afirmando que elas são “absurdas e totalmente infundadas”. O glifosato é o herbicida mais utilizado em todo o mundo. Na Alemanha, ele é aplicado em cerca de 40% das terras usadas na agricultura. Críticos afirmam que ele é cancerígeno, mas a empresa americana Monsanto, fabricante do produto, afirma que nenhum teste comprovou a periculosidade do herbicida. A lista das cervejas avaliadas: Krombacher Pils (2,99 microgramas (μg) por litro) Oettinger Pils (3,86 μg/l) Bitburger Pils (0,55 μg/l) Veltins Pilsener (5,78 μg/l) Beck’s Pils (0,50 μg/l) Paulaner Weissbier (0,66 μg/l) Warsteiner Pils (20,73 μg/l) Hasseröder Pils (29,74 μg/l) Radeberger Pilsner (12,01 μg/l) Erdinger Weissbier (2,92 μg/l) Augustiner Helles (0,46 μg/l) Franziskaner Weissbier (0,49 μg/l) König Pilsener (3,35 μg/l) Jever Pils (23,04 μg/l) Referências: 1) Instituto detecta glifosato na cerveja alemã 2) German Beer Industry in Shock over Glyphosate Contamination 3)