Sommelieria Brasileira

México e o mercado das cervejas artesanais

O mercado cervejeiro artesanal é vasto, isso sabemos, tanto dentro e fora do Brasil, mas quando se fala desse meio geralmente o foco acaba ficando nos países onde encontra as escolas cervejeiras e automaticamente acaba se tornando “limitado” (no pensamento, é claro), mas é válido lembrar que, há outros países que vêm ganhando ou já ganharam espaço nesse mercado e fazendo jus ao reconhecimento, o México é um deles, afinal, nem só de tequila vivem os mexicanos. No México pré-colombiano já havia cerveja (viu, mais antigo do que imaginávamos) Maias e astecas eram produtores prolífiros de tesguino (cerveja artesanal de milho produzida por várias pessoas yuto-astecas) que era um fermento a base de milho usado nos rituais em que se desejava comunicar os deuses. Essa bebida era acompanhada do pulque, fermento obtido a partir das folhas do àgave, um precursor da tequila, ou seja, a versão destilada. Os colonizadores espanhóis, ainda no século 16, fizeram algumas incursões pela produção local de cerveja e alguns estabelecimentos foram autorizados a produzir/vender no México, porém somente após a chegada dos colonos alemães (por volta do século 19), que a cerveja ganhou os contornos da bebida e com isso conseguiu dar um bom salto de qualidade. Os mexicanos possuem uma grande influência da escola alemã, além dos colonos há uma outra contribuição que é devido os quatro anos do império austro-húngaro, Maximiliano de Habsburgo. Maximiliano trouxe os próprios mestres cervejeiros e implantou no país o estilo alemão de cervejas, as claras e mais leves, porém em especial as Vienna Lager, uma vez que o imperador era natural de Viena, capital da Áustria. A Lei Seca dos Estados Unidos deu uma impulsionada na indústria cervejeira mexicana, porque legiões de norte-americanos encaminhavam-se às cidades franteiriças para tomar uma boa cerveja, sem contar que algumas pessoas faziam contrabando de cerveja para dentro do país e essa foi uma fase de consolidação e crescimento da indústria mexicana de bebidas, especialmente de cervejas. Marcas Assim como os mexicanos não vivem só de tequila, eles também não vivem só de Corona (a cerveja, ok?!). Há muitas cervejarias de peso espalhas por todo o país, a Corona é referência porque pertence a cervejaria Modelo, do grupo AB Inbev, que possui quase 60% de participação no mercado, as marcas mais importantes desse grupo além da Corona, são: Corona Light, Negra Modelo, Modelo Especial e Pacífico, essas fazem parte dos rótulos que são exportados. Já para o consumo artesanal local, uma das cervejarias mais populares por assim dizer são: Patito, Capital Pecado, Cervecería 4E, Cerveza Minerva, Baja Brewing Co, Corazón de Malta e Cerveza Loba, inclusive essa última foi a primeira cervejaria mexicana a lançar cervejas ácidas no mercado. A maioria dos cervejeiros artesanais mexicanos têm o objetivo de não copiar estilos ou ser mais uma cervejaria produzindo as mesmas cervejas, o foco é voltado para as cervejas que você não encontra em nenhum outro lugar. Isso chama a atenção dos consumidores, porque as pessoas que compram cerveja artesanal querem experimentar novos sabores e estilos. Então se a sua próxima viagem for para o México, já sabe que irá encontrar cervejas de qualidade e muitas vezes exclusivas. Já prepara a lista e o tour.

Wuhan conta epidemia em uma lata de cerveja

“Para contar nossa história”, explica Wang Fan, proprietário de uma pequena cervejaria de Wuhan, que decidiu criar uma bebida com o nome “Wuhan Permaneça Forte!”, que recorda os 76 dias de confinamento na cidade chinesa onde a covid-19 foi detectada pela primeira vez. Wang Fan, que em 2013 fundou a “Cervejaria No. 18” é o dono de quatro bares, ele afirma que seu negócio ficou perto da falência durante o confinamento de Wuhan (de 23 de janeiro a 8 de abril). Desde então, a vida tenta retornar ao ritmo normal na cidade, onde o novo coronavírus foi detectado pela primeira vez em dezembro de 2019. O confinamento foi traumático para os wuhaneses, que enfrentaram um vírus sobre o qual os cientistas não sabiam quase nada. Foi nesta época que Wang Fan e sua equipe tiveram a ideia de uma nova cerveja: “Wuhan Jia Hazi You!” (“Wuhan Permaneça Forte!”), que foi lançada em abril. A lata, cinza e com desenhos coloridos de árvores típicas chinesas, era uma forma de “contar nossa história às pessoas”, explica o empresário. O rótulo da lata pode ser retirado para revelar a cronologia das longas semanas de confinamento, com fotografias em preto e branco. As imagens mostram os profissionais da saúde com trajes de proteção, voluntários com máscara e uma ponte deserta sobre o rio Yangtsé. A “Wuhan Jia Hazi You!” é uma cerveja doce, inspirada nas flores de cerejeira que dão à cidade tons de rosa quando florescem na primavera. As bebidas da “Cervejaria No. 18”, que já recebeu vários prêmios por suas cervejas, estão na vanguarda do cenário nacional e incorporam elementos de Wuhan e da China. Algumas são produzidas com sementes de gergelim preto, folhas de chá ou coco. A covid-19 está praticamente erradicada na China, graças às quarentenas, aos testes em larga escala, à vigilância da população e ao uso generalizado de máscaras. Mas a epidemia afetou duramente os negócios da “Cervejaria No. 18”, que foi obrigada durante o confinamento a despejar quase 12.000 litros de cerveja armazenados em seus tanques. “Foi um desastre. Quase afundamos. Nossos estabelecimentos ficaram fechados por mais de três meses”, recorda Wang Fan. A vida foi retomada gradualmente após o fim do confinamento e, no verão, os bares da cidade retomaram as atividades. As 100.000 latas da “Wuhan Jia Hazi You!” já foram vendidas. “Venderam rápido, porque todos queriam ajudar Wuhan de uma forma ou outra”, disse Wang Fan.

Heineken sofre com falta de garrafas de vidro

A cervejaria Heineken tem tido dificuldade para abastecer o mercado com cervejas em garrafas de vidro em algumas regiões do país. A empresa afirma que a questão é pontual e causada pela falta de insumos como vidro e alumínio, problema já sentido por outras cadeias industriais, e que, segundo a companhia, tem afetado toda a indústria de bebidas no Brasil. Ainda segundo a cervejaria, todo e qualquer impacto na cadeia “tem um impacto ainda maior na disponibilidade de Heineken”. O Sindicerv (sindicato nacional da indústria da cerveja) e a CervBrasil, associação do setor, também dizem que há falta pontual de garrafas. Para o Sindicerv, o problema é reflexo do impacto no fornecimento de insumos agravado pela pandemia. A entidade diz que busca, junto aos fornecedores, “soluções para a normalização e menor impacto possível ao processo”. A indústria do vidro, por sua vez, diz que o problema decorre da mudança de hábitos de consumo do brasileiro na pandemia, que passou a consumir mais latas em casa durante o distanciamento social imposto pela crise do coronavírus, reduzindo a demanda por garrafas. “As empresas diminuíram as compras e venderam tudo o que tinham de capacidade de venda. Agora, na volta, querem contratar o que elas estavam vendendo antes da pandemia. Não tem como suprir embalagem de vidro diferente para cada cliente”, disse Lucien Belmonte, presidente da Abividro (Associação Brasileira das Indústrias de Vidro). De acordo com Belmonte, a indústria de vidro nunca parou de fabricar, mesmo com a pandemia. “A fábrica produz 365 dias por ano, durante 18 anos. No pico da crise, chegamos a quebrar, literalmente, as garrafas de vidro porque não tínhamos para quem vender”. Segundo ele, a demanda pode se normalizar no fim do primeiro trimestre do ano que vem. De acordo com Paulo Petroni, presidente do CervBrasil, as garrafas que estão sobrando nos estoques das fábricas são retornáveis. Isso condiz com a mudança de hábitos relatada por Belmonte, já que os grandes consumidores desse tipo de vasilhame são bares e restaurantes, que estão entre as categorias mais afetadas pelo distanciamento social imposto pela crise do coronavírus. A falta de vidro no mercado não é um problema somente para cervejas. Segundo sondagem da CNI (Confederação Nacional da Indústria), em novembro, ainda por causa da pandemia, 75% das indústrias brasileiras enfrentaram dificuldades para conseguir insumos domésticos.

Cerveja indo pelo ralo: o temor dos pubs britânicos com novo lockdown

Com o aumento de casos diários de covid-19, o Reino Unido se prepara para mais um lockdown, que vêm sendo temido em particular pelos pubs britânicos. A partir da quinta-feira (05/11), o lockdown deve entrar em vigor, proibindo pubs e restaurantes de abrir suas portas ao público, exceto para vender comida para viagem ou em sistema delivery, bem como atividades não essenciais de compras e lazer. Interações com pessoas de outras casas (ou de outras “bolhas”) também estão vetadas, embora atividades ao ar livre e aulas escolares e universitárias continuem sendo permitidas. O plano tem previsão de durar quatro semanas e será votado no Parlamento britânico na quarta-feira. O Reino Unido estará diante de “um desastre médico e moral” se não agir para conter o contágio, conta o premiê Boris Johnson . O país tem o maior número de mortos por covid-19 na Europa (quase 50 mil) e registrou 18.950 mil novos casos do novo coronavírus na segunda-feira. Donos dos tradicionais pubs britânicos, porém, se queixam do governo e antecipam novas dificuldades para o setor. “(O plano do governo) é a quarta mudança de estratégia afetando o setor de hospitalidade nas últimas seis semanas, e não acho que será a última”, afirma à BBC Jonathan Neame, executivo-chefe da cervejaria Shepherd Neame, que se declara a mais antiga do Reino Unido. Diante do temor de que não consiga escoar sua produção sequer para retiradas ou delivery, Neame afirma “teremos de jogar nossa cerveja no ralo”. A cervejaria já demitiu 10% de sua equipe e manteve outra parte de licença. “As pessoas pagando o preço são as que já estavam mais fragilizadas, tendo passado por um lockdown e apenas começando a reencontrar seu caminho”, afirma Neame.

Após reabertura, cerveja e tira-gosto ficam mais caros nos bares de Belo Horizonte

Após cinco meses de fechamento e diante do aumento do custo de alimentos e bebidas, os bares de Belo Horizonte elevaram os preços cobrados dos consumidores, de acordo com pesquisa divulgada nesta segunda-feira (26) pelo site Mercado Mineiro. O levantamento foi realizado em 50 estabelecimentos da capital e da região metropolitana, entre os dias 20 e 24 de outubro. A maior alta foi observada no preço médio na porção de contra filé, que passou de R$ 44,19, em outubro do ano passado, para R$57,59 neste mês, um avanço de 30%. A porção da picanha ficou 13,80% mais cara e subiu de R$ 68,55 para R$ 78,01. Já o preço médio da porção de fritas aumentou 12,91%, de R$ 19,97 para R$ 22,55. Nas cervejas, também houve acréscimos. O valor médio da Heineken de 600 ml passou de R$ 12,20 em outubro do ano passado para R$ 13,82 neste mês, um aumento de 13,27%. A cerveja Original de 600 ml subiu de R$ 10,27 para R$ 11,05, o que representa um avanço de 7,56%. Já a Stella Artois de 275 ml ficou 8,18% mais cara, de R$ 7,03 para R $7,60. A cerveja Budweiser de 343 ml teve alta de 7,85%, de R$ 6,96 para R$ 7,51. De acordo com o diretor do site Mercado Mineiro, Feliciano Abreu, o aumento dos preços cobrados nos bares já era esperado, devido à disparada do preço da carne, que acumula alta de até 38% neste ano em Belo Horizonte, e das bebidas. “É um mercado que sofreu muito, ficou fechado por muito tempo, muita gente perdeu estoque. O consumidor hoje está doido para ir ao bar, mas muitas vezes não tem dinheiro para consumir. Os donos dos estabelecimentos até seguram o preço o máximo que podem, porque, se aumentam muito, não conseguem vender”, pontua Abreu. “Ou a população começa a receber bem e recuperar a venda para volta a consumir, ou vamos ter um longo período de de redução de consumo nos bares, com possibilidade forte de eles fecharem as portas”, afirma. Segundo o presidente da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes em Minas Gerais (Abrasel-MG), Ricardo Rodrigues, todos os insumos utilizados pelo setor ficaram mais caros, como carne, óleo, arroz e bebidas. “Alguns insumos básicos chegaram a ter alta de 60% e, mesmo assim, os bares não fizeram um repasse elevado. Se formos comparar o que tivemos de alta nos insumos com o que foi acrescido no preço (para o consumidor), o repasse está bem modesto”, diz. Rodrigues defende que o poder público avance nas medidas de flexibilização para bares e restaurantes e retire o limite máximo de horário para o funcionamento dos estabelecimentos, que, atualmente, é de 22h. De acordo com o presidente da Abrasel-MG, o movimento nos bares tem sido retomado com mais força do que nos restaurantes, por causa do público mais jovem. Mas ainda não é o mesmo de antes da pandemia, por causa das restrições impostas pelo município como forma de prevenção ao coronavírus. “Existe, sim, possibilidade de amanhã ou depois, se houver flexibilização, voltarmos ao preço antigo de alguns produtos”, afirma. Variação de preços A pesquisa do site Mercado Mineiro mostra também grande variação de preço entre os bares, o que se justifica em função da localização e da tradição dos estabelecimentos e também da qualidade dos produtos. Uma porção de lombo suíno na chapa pode custar de R$ 20 a R$ 69,30, uma diferença de 246%. A porção de picanha pode ser encontrada por R$ 49,90 a R$ 170, uma variação de 240%. Já o preço das fritas varia até 134%, de R$ 14,90 a R$ 34,90. Entre as bebidas, a caipirinha sai por R$ 8 a R$ 20 nos estabelecimentos, uma diferença de 150%. A Cerveja Bohemia de 600 ml pode custar de R$ 8,40 a R$ 12,50, com uma variação de 49%. O preço da Brahma 600 ml varia até 50%, de R$ 8 a R$ 12, e, no caso da Skol de 600 ml, a diferença chega a 60%, com preços de R$ 7,50 a R$ 12. Fonte: O Tempo

Pandemia aumenta em 10,1% a venda ilícita de bebidas alcoólicas

A pandemia deve elevar em aproximadamente 10% a pirataria de bebidas destiladas no Brasil em comparação com o ano de 2019. A conclusão é do estudo “Álcool ilícito na América Latina – Modelo de impacto da Covid-19”, realizado em setembro de 2020 pela consultoria internacional Euromonitor, para medir a pirataria de bebidas alcoólicas no período do Corona vírus. Em termos de volume, serão 130,7 milhões de litros em álcool puro de bebidas destiladas ilicitamente. Isso equivale a mais de 320 milhões de garrafas de um litro de uma bebida destilada com teor alcoólico de 40%, circulando no país somente neste ano ou ainda o equivalente a um consumo anual per capita de 820 mililitros de álcool puro, em bebidas destiladas piratas – o mesmo que duas garrafas de um litro de uma bebida destilada com teor alcoólico de 40%. De acordo com a consultoria, houve crescimento em todas as atividades ilícitas relacionadas às bebidas, sobretudo o contrabando. Segundo a pesquisa, o aumento da desigualdade devido às implicações econômicas da pandemia afetou o poder de compra dos consumidores, que se tornaram mais suscetíveis aos preços mais baixos das bebidas piratas, na expectativa de manterem seus padrões de consumo. Entretanto, lojas de bairro, sites e até apps de entrega serviram como vetores para a compra de bebida ilegal, aponta o estudo. “A Covid-19 levou mais consumidores ao mercado ilícito por meio de novas dinâmicas de compra, aumentando os desafios de controle. As políticas públicas precisam tornar a atividade ilícita menos lucrativa e assegurar que os criminosos sejam punidos”, destaca o relatório. Nesta nova dinâmica, marcada pela compra online, o consumidor, sem uma referência ou contato com o produto, acaba comparando o preço e não a qualidade, e, muitas vezes, acredita estar comprando uma bebida legítima. Vale ressaltar que, em 2015, foram instituídas novas normas tributárias no Brasil, que alteraram a sistemática de cobrança e estipularam alíquotas do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para os destilados entre 25 e 30%. Essa medida teve um impacto desastroso para os destilados, resultando, em alguns casos, em aumentos de mais de 200% apenas no valor do IPI pago por alguns produtos. Esse movimento gerou ambiente favorável ao desenvolvimento do mercado ilegal. “No Brasil, as bebidas ilícitas são hoje até 70% mais baratas do que as legítimas e não se submetem às regras trabalhistas, sanitárias e ambientais. O mercado ilegal tem impactado duramente o setor da Cachaça, uma das categorias que mais sofre com a produção ilegal”, explica Carlos Lima, diretor executivo do Instituto Brasileiro da Cachaça (Ibrac). O instituto estima que o valor perdido com o mercado ilegal total de bebidas alcoólicas em 2017 foi de R$ 10 bilhões. “Todos perdem com o mercado ilegal, o governo, pois deixa de arrecadar impostos, a sociedade, pois está sujeita aos riscos apresentados pela ilegalidade e a cadeia produtiva legalizada, pois compete em um ambiente de concorrência desleal.” A pesquisa Álcool ilícito no Brasil, também da Euromonitor, divulgada em dezembro de 2019, com dados referenciais de 2017, já apresentava a dimensão do problema – 14,6% do volume de álcool comercializado no país era ilícito e, nos destilados – sobretaxados – este percentual subia para 28,8%. Com o avanço da bebida ilegal durante a pandemia, o mercado de destilados piratas já se descolou e corresponde atualmente a 37,9% do volume de álcool destilado comercializado no Brasil. Em 2017 o governo já amargava uma perda fiscal de R$5,5 bilhões com os produtos ilícitos. Ao observar o crescimento acelerado do mercado ilegal no novo estudo, o setor teme que esse número aumente ainda mais em 2020. “O que estamos vendo é uma ‘tempestade perfeita’ para o crime organizado, com os destilados sobretaxados, a perda de poder de compra dos consumidores, a proliferação dos canais de venda e, ainda, o fechamento de bares e restaurantes durante a pandemia, que são os principais pontos de venda de bebidas legítimas”, acrescenta José Silvino Filho, presidente do Núcleo pela Responsabilidade no Comércio e Consumo de Bebidas Alcoólicas no Brasil. “O setor é sobretaxado e há anos vem sofrendo. A reforma tributária é uma oportunidade de equilibrar a carga e combater a criminalidade”. O setor de bebidas destiladas no Brasil é composto pelo segmento da cachaça, que representa mais de 70% do setor, além de produtores e distribuidores de outras bebidas como gin, vodca, tequila e uísque. Somente no segmento da cachaça, segundo o Ibrac, são mais de 1000 produtores registrados, gerando 600 mil empregos diretos e indiretos. Ainda segundo o instituto, essa bebida símbolo do Brasil hoje é exportada para mais de 60 países e, apesar da sua capacidade instalada de produção de 1,2 bilhão de litros, foram exportados apenas 7,26 milhões de litros em 2019, gerando uma receita de US$ 14,45 milhões. Com a pandemia, o setor da Cachaça viu as suas exportações despencarem. Um comparativo feito pelo Ibrac indica que nos primeiros nove meses de 2020 as exportações de Cachaça caíram 33,08% em valor e 20,21% em volume, se comparado com o mesmo período de 2019. A pesquisa indica ainda o aumento do contrabando devido à vigilância falha nas fronteiras brasileiras, com novas rotas sendo criadas do Paraguai em direção ao Mato Grosso. As apreensões de produtos contrabandeados dobraram durante a pandemia. Além disso, a presença de bebidas falsificadas aumentou no interior de São Paulo, com atuação de pequenas fabriquetas ilegais, de alcance regional. Metodologia A pesquisa buscou avaliar a performance do mercado ilegal de bebidas destiladas a partir dos impactos da pandemia, dentro do contexto de restrições e regulações impostas pelos governos de países da América Latina. O estudo analisou a situação do Brasil, Colômbia, México, Panamá, Peru e República Dominicana. Para isso, a consultoria utilizou um modelo que cruza dados macroeconômicos com informações obtidas em entrevistas com pessoas-chave da indústria, governo, associações comerciais, entre outros. Para a mensuração temporal dos impactos da pandemia, a Euromonitor considerou, como parâmetro, uma grande onda de contágio entre o primeiro e o terceiro trimestre deste ano, seguida por ondas secundárias mais suaves e regionalizadas.

Muito além da cerveja: Ambev investe em startup de energia limpa

A Z-Tech, da cervejaria Ambev, está investindo na Lemon, startup que faz com que bares e restaurantes consumam energia de fontes limpas e economizem na conta. Esse é o quarto investimento da companhia no Brasil. Cerveja e energia sustentável. Essa é a combinação nada óbvia que está unindo a Ambev, dona das marcas Skol, Brahma e Antarctica, com a pequena Lemon Energia, startup que desenvolveu uma forma inovadora para bares e restaurantes consumirem energia limpa. Nesta segunda-feira, 5 de outubro, a Z-Tech, está anunciando um investimento na Lemon, seu quarto investimento desde a sua criação no começo do ano passado. O aporte, de valor não revelado, está sendo seguido pela Capitale Energia, que atua no mercado livre de energia. A Z-Tech foi criada pela AB InBev, como um hub de inovação. Sua missão é digitalizar o pequeno varejo, buscando soluções para que sejam mais eficientes ou possam reduzir seus custos. Com presença nos Estados Unidos, México e Brasil, os investimentos da Z-Tech se concentram em startups que ajudem o universo que vai de bares a restaurantes e de padarias a supermercados. “Queremos fomentar o ecossistema de pequenos e médios negócios”, afirma Roberto Guido, CEO da Z-Tech no Brasil, com exclusividade ao NeoFeed. “Com a Lemon, poucas vezes vi um alinhamento tão grande com o que a gente quer construir.” A Lemon é uma plataforma que facilita a conexão entre a geração de energia limpa e os pequenos e médios negócios com o uso de tecnologia. “Conseguimos entregar essa energia sem qualquer investimento e sem a necessidade de instalação de placa”, afirma Rafael Vignoli, CEO e fundador da Lemon. Antes do investimento da Ambev, a Lemon fez um teste em Minas Gerais com a distribuidora Cemig que incluiu a participação de 200 bares e restaurantes. “Conseguimos uma economia média de duas contas de energia por ano nos estabelecimentos que participaram do piloto”, afirma Vignoli. Neste ano, a ideia da Lemon é expandir a operação em Minas Gerais, onde já conta com a parceria da Cemig. A startup já opera também em Brasília e está finalizando os detalhes para estrear no Paraná, através de um acordo com a Copel. Em 2021, a Lemon planeja uma expansão acelerada em função da parceria com a Ambev e do aporte da Z-Tech. O plano é começar a oferecer seu serviço em São Paulo, Rio de Janeiro, Mato Grosso e alguns Estados do Nordeste. A startup planeja fechar acordos com 10 distribuidores de energia. Em um mercado altamente regulado e que necessita de pesados investimentos, como o do setor de energia, a Lemon é uma empresa “asset light”. A startup não precisa investir em usinas de geração, nem faz o trabalho de distribuição. Ela funciona apenas como um intermediário entre esses dois elos da cadeia de energia. Por esse motivo, cobra um take rate de quem gera a energia. O pequeno comerciante que adere a energia de fonte limpa não paga nada e economiza na conta. “Nosso modelo é tão simples quanto o de um marketplace. Eu tiro toda a necessidade de investimento que os geradores teriam com tecnologia e com a operação comercial”, afirma Vignoli. O valor da taxa não é revelada. O fundador da Lemon alega que o percentual depende de negociações com cada gerador de energia. Atualmente, a Lemon tem capacidade de 300 megawatts de energia limpa, o equivalente para atender 40 mil estabelecimentos comerciais. O aporte da Z-Tech e da Capitale Energia é o segundo que a Lemon recebe. Em setembro do ano passado, a startup captou US$ 1 milhão em uma rodada seed que contou com a participação dos fundos Canary e da Big Bets, além de alguns investidores-anjo. Cerveja e tecnologia A Lemon é o quarto investimento da Z-Tech. O primeiro deles foi na Menu, um marketplace de alimentos, bebidas e produtos de limpeza. Neste atacado online estão marcas como BRF e Unilever, além de Ambev, claro. A Z-Tech não se limita a investir em startups. Ela está também criando empresas, como é o caso da fintech Donus, que nasceu nos corredores da Ambev, no modelo conhecido com venture builder. A Donus é uma carteira digital voltada para pequenos restaurantes e bares. No fim de setembro deste ano, a startup contratou Mauro Bizato para comandar a operação da fintech. Ele atuava como presidente do programa de fidelidade Esfera, do Banco Santander. Outra startup que faz parte do portfólio da Z-Tech é a Get In, um aplicativo que faz reserva online. “Era um investimento que talvez fizéssemos no ano que vem”, afirma Guido. “Mas antecipamos devido a Covid e a necessidade de participar do mercado digital.” Apesar de recente, a Z-Tech já teve um projeto descontinuado. Trata-se da Bario, um sistema de frente de caixa (PDVs) criado pela Ambev, que não deu certo e foi fechada neste ano. Ao contrário de corporate ventures tradicionais, que buscam também um retorno financeiro no investimento, a Z-Tech tem outra visão sobre suas apostas. “Não vou buscar um evento de liquidez”, afirma Guido. “Nunca tivemos essa discussão, queremos construir um ecossistema.” O CEO da Z-Tech também não revela os tamanhos dos cheques, nem a quantidade de recursos que tem para investir. Guido afirma que a estratégia de investimento vai desde uma participação minoritária até o controle. “Quanto mais estratégico e mais perto do core da Ambev, mais podemos buscar o controle”, diz Guido. Não há exclusividade das startups investidas pela Z-Tech em trabalhar apenas com os produtos da Ambev. Mas, ao estar presente no ponto de venda com um serviço relevante, a cervejaria melhora sua imagem. E isso pode significar mais vendas no fim do dia. O movimento da Ambev e de sua controladora, a AB InBev, é uma tendência no setor de cerveja, que foi acelerada pela pandemia do novo coronavírus. “É muito importante que as cervejarias possam ajudar a criar plataformas e serviços de maneira a manter os bares operando e faturando em um momento de severa restrição e limitação”, afirma Alberto Serrentino, sócio da consultoria Varese Retail. A Ambev, dona de

Quarentena impede inauguração de brewpub carioca que funciona a portas fechadas para o público

A cidade do Rio de Janeiro terá um novo brewpub. Pertence à marca Cerveja 09 e fica em Ipanema. O nome oficial é Coletivo Gastronômico Artesanal. O local mal entrou em soft opening e teve que fechar as portas por conta da quarentena de combate ao Corona vírus que determinou isolamento social. Improvisar delivery para alguns bairros do Rio de Janeiro foi a solução para garantir algum funcionamento. Um dos sócios da marca, Bruno Antunes conta que ter um brewpub era um “sonho desde sempre”. Porém, apesar do novo negócio, a Cerveja 09 continuará a produzir como cigana. Com quatro tanques, o brewpub tem capacidade de produção de 850 litros por mês. Por lá serão feitas “receitas diferentes” para manter o bar com 20 torneiras constantemente abastecido com novidades. Os rótulos “da casa” terão lotes de, no máximo, 250 litros, ou seja, menos do que dez barris. Já os atuais quatro rótulos de linha da marca continuarão sendo feitos de forma cigana, com produção de cerca de dois mil litros por mês. “A maioria das torneiras será ocupada com produção nossa, mas teremos alguns convidados. Os pontos de venda continuarão a receber nossos rótulos de linha. Eventualmente, podemos mandar algum barril das cervejas feitas no brewpub para algum bar em outro bairro. Testar receitas não é viável quando se é cigano. Por isso, manteremos os dois modelos de negócio”, comenta Bruno. O Espaço 09 ocupa um casarão de 170 metros quadrados distribuídos por três andares e uma varanda no térreo. Tem capacidade para 70 pessoas sentadas. A fábrica ocupa cerca de 40 metros quadrados. No brewpub vai ter cardápio, mas a casa pretende continuar a não se preocupar (muito) com essa parte. Para isso, fechou parceria de cozinha com três marcas que abastecerão a casa com pizza, hamburger, petiscos e até drinques – daí o nome Coletivo Gastronômico. Ter que fechar as portas para o público antes mesmo de abri-la, foi um balde de água fria que deixou a equipe do espaço, por uns dias, sem ação: “Fizemos um teste de funcionamento no carnaval. Naquele momento, trabalhamos com freelancers. Estávamos começando o processo de contratação dos oito funcionários quando tivemos que parar. Todos seriam contratados e ainda pretendemos contratar todos eles. Se já tivéssemos funcionários, não sei como seria. Nós demoramos para agir. Inicialmente, não teríamos serviço de delivery e tivemos que começar a ter. E growler estava em falta no mercado. Além disso, o I Food estava lotado e, por isso, demoramos para conseguir entrar. Começamos fazendo entrega por conta própria e continuamos fazendo isso”, conta Bruno. Apesar das dificuldades, ele se diz otimista. Feitas as contas, acredita que se puder abrir, em três meses, com apenas 30% da capacidade de público, terá passado pelo pior momento. Se o quadro for diferente, ele não tem ideia do que pode vir a acontecer com seu negócio. “Tem dono de bar achando que já vai poder reabrir em junho. Acho que não é por aí. Vai ser uma retomada gradual, até que, em alguma hora, volta ao normal. Nós não tínhamos a cultura do delivery de chope e é isso o que está segurando um pouco o movimento. Mas só delivery, por muito tempo, não segura o negócio”, comenta. “Pelo lado do público, tem a questão da pouca grana, mas também o medo de sair, de ir para lugares fechados”. O Coletivo Gastronômico Artesanal – Espaço 09 fica na rua Farme de Amoedo 43,  Ipanema, RJ.

Goomer: Carta de cervejas ou cardápio online com pedidos via Whatsapp

Com nova tecnologia, pedidos podem ser recebidos no Whatsapp do bar, cervejaria ou restaurante, potencializando as vendas O GoomerGo é uma ferramenta para realização de pedidos online, criada para atender a demanda do mercado e apoiar os estabelecimentos gastronômicos, no atual cenário. O objetivo é ampliar as vendas das operações de delivery e takeaway. A solução já está disponível online para todos os bares e restaurantes que atuam com entregas ou pedidos para retirada. A adesão pelos interessados é efetuada mediante cadastro gratuito no site oficial e confirmação de registro via e-mail. Entre as principais funcionalidades estão a criação de um cardápio online que permite a inserção de fotos e descrição dos produtos com preço e a criação de uma página exclusiva. A partir do link disponibilizado pelo bar, o usuário final poderá adicionar os itens em um carrinho de compras e escolher entre as opções de entrega ou retirada. O bar recebe o pedido direto no Whatsapp com todas as informações sobre os produtos escolhidos e dados do comprador. Com o lançamento a Goomer, startup especializada em inovações para o Foodservice, espera apoiar os bares e restaurantes ao disponibilizar uma opção prática e intuitiva para facilitar o contato com os clientes e ampliar os canais de vendas – sem depender somente das vendas em sites ou aplicativos em que a concorrência é maior. “A ferramenta também é uma maneira de incentivar os clientes a continuar pedindo no seu restaurante preferido, apoiando o negócio local” – Felipe M. Lo Sardo, CEO e co-fundador. Com as medidas restritivas em relação à operação e funcionamento para evitar a proliferação do novo Coronavírus, os restaurantes deverão sofrer um grande impacto financeiro. A queda das receitas também será sentida em toda cadeia e poderá resultar no desemprego de vários funcionários diretos e indiretos. Segundo a Abrasel, o setor emprega cerca de 6 milhões de pessoas no país. Em momentos desafiantes como o que o mercado está vivenciando, todas as iniciativas de fomento, sejam elas das entidades da classe, do Governo e dos próprios empreendedores do setor, podem ajudar a minimizar os prejuízos. Por isso, a Goomer acredita que parte do seu papel também seja contribuir com este movimento, colocando à disposição do mercado sua tecnologia já testada e aprovada por grandes redes e restaurantes de vários segmentos. A criação e uso da ferramenta possuem uma versão gratuita. Mais sobre a Goomer: A Goomer é uma plataforma operacional para empresas do ramo gastronômico, mais conhecida por seus cardápios digitais em tablets e totens de autoatendimento que já transacionaram milhões de pedidos. Está presente em todo o Brasil, em grandes redes do Foodservice e em pequenos e médios restaurantes.

Marketing Cervejeiro lança curso online para negócios do ramo cervejeiro

Pioneira em cursos de marketing para o mercado cervejeiro nacional, a instituição Marketing Cervejeiro®, lança curso online sobre marketing digital com transmissão ao vivo. Nos últimos anos o marketing digital se consolidou com uma ferramenta indispensável para todos os negócios ligados ao mercado de cerveja, principalmente o mercado de cervejas artesanais. Através do marketing digital se constrói a visibilidade online da empresa para o público, além de ajudar a construir uma audiência qualificada para a marca, tem um investimento mais baixo quando comparado ao marketing tradicional (televisão, rádio e outdoor), permite um direcionamento assertivo ao público desejado e ainda proporciona resultados reais, rastreáveis e mensuráveis. No momento, devido a crise do novo coronavírus, boa parte da vida diária das pessoas está relacionada ao consumo de conteúdo online, se tornando este praticamente o único canal de contato com o público para pequenos negócios. O marketing digital se tornou uma ferramenta ainda mais crítica para negócios cervejeiros. Neste contexto o curso Marketing Digital para Negócios Cervejeiros , promovido pelo Marketing Cervejeiro®, se tornou ainda mais importante para que se possa efetivar vendas e manter a lembrança da marca e relacionamento com clientes. O curso será transmitido ao vivo nos dias 23 e 24 de maio (sábado e domingo) sendo ministrado por Érica Barbosa, fundadora da instituição pioneira no Brasil.  As aulas são formadas por conteúdo prático e segmentado para empreendedores e gestores de negócios cervejeiros, como cervejarias, bares, brewpubs e brewshops, além de profissionais das áreas de comunicação e estratégia que desejam atender ao mercado de cervejas artesanais. Clique aqui para conferir a ementa das disciplinas. Sobre o Marketing Cervejeiro® Fundado em 2016 por Érica Barbosa, o Marketing Cervejeiro® visa contribuir para a profissionalização do mercado de cervejas artesanais, com sede no Rio de Janeiro e turmas em diversas cidades do país. O Marketing Cervejeiro® oferece cursos especializados em Comunicação e Estratégia para Negócios Cervejeiros. Sendo a primeira instituição de ensino do Brasil com esse foco e objetivo de garantir o sucesso de negócios cervejeiros, através dos cursos de Marketing de Cerveja e Mixologia Cervejeira, além dos workshops Marketing Digital para Negócios Cervejeiros, Gestão e Tributação Cervejeira e Coquetelaria Cervejeira. Fonte: Catalisi

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