Pensando em manter os alunos nutridos de muito conteúdo cervejeiro, o Science of Beer Institute lança um kit de estudos por um valor acessível: a "Jornada Cervejeira 2.0”.
Diferente de tantos outros estilos que são cheios de histórias, a Blonde Ale foge um pouco desse “padrão”, pois não possui muitos registros históricos.
O Science of Beer Institute reuniu informações de pesquisa do projeto Mapa da Ciência Cervejeira iniciado em meados de 2020, com o objetivo de dar visibilidade e investimento para a pesquisa científica cervejeira do país
Provavelmente você já ouviu alguma história sobre a Lei Seca nos Estados Unidos, mas o que talvez você quase não ouviu é que Hannah Jumper foi uma das "influenciadoras" desse movimento.
Provavelmente você já ouviu alguma história sobre a Lei Seca nos Estados Unidos, mas o que talvez você quase não ouviu é que Hannah Jumper foi uma das “influenciadoras” desse movimento. O século XX para os cervejeiros artesanais americanos foi um tanto turbulento, porque em 16 de janeiro de 1919 foi ratificada a 18ª Emenda à Constituição dos Estados Unidos, conhecida como Lei Seca (um período longo e difícil), a qual proibia a fabricação, venda, importação, exportação e transporte de bebidas alcoólicas em todo o país.
A ideia de criar a Lei Seca, veio das entidades como: Liga Anti-Saloon, União das Mulheres Cristãs pela Temperança e o Partido da Proibição, que eram associações financiadas por igrejas protestantes evangélicas e ambas já vinham analisando a possibilidade de implantar essa lei no país e acabou que o “desejo” se tornou realidade, mas, essa história começa anos antes, em 1812 quando Hannah deixou a fazenda de sua família em Joppa e foi para Rockport.
Hannah Jumper
Uma costureira que possuía um admirável talento com agulha e linha, além da habilidade de cultivar ervas e fazer preparações medicinais com elas. Isso fez com que Jumper pudesse construir uma vida agradável na antiga vila de pescadores no estado de Massachusetts. Assim estabelecida, Hannah começou a formar amizades duradouras com muitas das mulheres que mais tarde se juntariam a ela na rebelião contra o “rum demoníaco”.
8 de julho de 1856 é uma data muito importante para a história de Rockport, pois o grupo de Jumper que era conhecido como: Hannah and the Hatchet Gang (gangue da machadinha) reuniu com mais de 200 mulheres (esposas, mães, filhas e diversos apoiadores) na Dock Square para participar de um evento que teria repercussão até os dias de hoje. O principal motivo desse evento era destruir com seus machadinhos todos os barris ou vasilhames de bebida alcoólica que encontrassem pela frente.
A pesca era o esteio de Rockport, mas o clima só permitia essa atividade durante nove meses do ano. E isso afetava drasticamente o convívio entra as famílias, uma vez que os homens não procuravam outro emprego durante suas “férias” forçadas de três meses e assim perdiam seu tempo e consumiam enormes quantidades de bebida. Devido a isso o grupo de Hannah possuía justas reivindicações, mas o problema foi a atitude radical e as consequências.
O grupo de Jumper foi parar nos tribunais e claro, foi vitorioso. O juiz da época, decretou a proibição de comercialização de bebidas na cidade, proibição essa que durou 149 anos. A população de Rockport através de um referendo conseguiu derrubar a lei e estabelecer a comercialização de bebidas na cidade, mas apenas em 2005 foi autorizada a venda em restaurantes e em 2019 em lojas. Porém, ainda existem 8 cidades no estado de Massachusetts que proíbem a comercialização de bebidas alcoólicas.
Por fim, em 2020 o casal Jordana e Ray Pickup fundaram a primeira cervejaria na cidade, a Rockport Brewing Company. A primeira cerveja foi a Hatchet (machadinha em inglês), uma New England Session IPA com 4,6% de ABV. A cerveja possuí esse nome porque a machadinha significou o fim e um novo início na comercialização das bebidas alcoólicas em Rockport.
A base de conteúdos desse canal é oriunda do antigo site Cerveja em Foco.
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