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Falconer Foundation oferece bolsas de estudo para o Siebel Institute
Em colaboração com o Siebel Institute of Technology, a Glen Hay Falconer Foundation está oferecendo duas bolsas de estudo integral sobre cerveja em 2021. As bolsas são bolsas integrais e vêm com custos de viagem / hospedagem pagos. Ambas as bolsas são para o curso conciso da World Brewing Academy (WBA) de tecnologia cervejeira em Chicago, de 1 a 12 de novembro de 2021. O curso conciso da WBA em tecnologia de cerveja é um programa intensivo de duas semanas que cobre todos os tópicos essenciais para o sucesso das operações da cervejaria. O curso foi elaborado para cervejeiros que buscam um conhecimento mais amplo dos padrões e técnicas profissionais da cerveja para avançar em suas carreiras, bem como para indivíduos que planejam entrar na indústria cervejeira. A bolsa WBA Concise Course in Brewing Technology inclui um auxílio de US $ 1.000 para ajudar a compensar as despesas de viagem e hospedagem. Os candidatos devem ser dos estados de Washington, Oregon, Idaho, Montana, Wyoming, Colorado, Utah, Nevada, Califórnia, Alasca e Havaí. As bolsas estão abertas a cervejeiros caseiros e cervejeiros profissionais. A inscrição completa deve ser recebida até 28 de abril de 2021. Detalhes completos e inscrições para bolsas estão disponíveis aqui.
Por falta de insumos, preço da cerveja aumenta no final de 2020
A falta de insumos, como embalagens de vidro e alumínio, está causando um problema sério para algumas empresas neste fim de 2020. Prova disso é uma notícia não tão boa: está faltando cerveja nas prateleiras dos supermercados e o preço da bebida deve subir. De acordo com um estudo desenvolvido e publicado pela Neogrid, empresa de Joinville especializada no monitoramento da cadeia de suprimentos, a falta de cerveja chegou a 10% em novembro de 2019. Já em novembro deste ano, a escassez do produto bate quase 20%, um recorde para a categoria. “A raiz do problema está na cadeia produtiva e na falta de insumos para a produção de embalagens de vidro e alumínio. Ainda não é o caso de desabastecimento, mas uma luz de alerta se acende”, diz o texto da pesquisa. Segundo o jornal Estadão, o problema atinge também as microcervejarias. Além de latas e garrafas de vidro, os pequenos produtores estão com dificuldades para receber rótulos e até caixas de papelão. Infelizmente, a conta será repassada para os consumidores. Com essas dificuldades, as empresas que conseguirem levar seus rótulos às prateleiras terão de aumentar os preços para arcar com os novos custos de produção.
Companhia aérea e Cerveja Corona unem forças no combate ao Covid-19
A AeroMexico anunciou uma parceria com o Grupo Modelo, fabricante da cerveja Corona, para proteger passageiros e funcionários da companhia aérea contra a COVID-19. A partir de agora, a cervejaria irá fabricar álcool em gel 70% a partir dos resíduos de fabricação da linha Corona Zero. A informação foi divulgada pelo portal argentino Aviacionline. O Grupo Modelo é a cervejaria mais importante do México e irá produzir quase 5 milhões de sachês e mais de 15 mil frascos de gel antibacteriano. Os itens podem ser usados por passageiros e funcionários da companhia aérea, tanto em terra quanto a bordo, como parte da campanha “Se você se cuida, cuida do México”. O Diretor Geral do Grupo AeroMexico, Andrés Conesa, destacou que a união das duas empresas representa a prioridade pela segurança de todos. “O acordo com o Grupo Modelo é um exemplo tangível de geração de alianças entre empresas que priorizam a segurança de clientes e colaboradores. Continuaremos a aplicar o nosso Sistema de Gestão de Saúde e Higiene, que inclui os melhores protocolos e o aconselhamento de especialistas em saúde reconhecidos”, disse ele. Já o Presidente do Grupo Modelo, Cassiano De Stefano, lembrou da importância da medida para a recuperação econômica do México. “Desde sua fundação, há 95 anos, o Grupo Modelo busca impactar positivamente as comunidades onde atua. Celebramos esta importante aliança com a AeroMexico que visa não apenas promover a saúde e a higiene das pessoas nessa situação extraordinária, mas também continuar unindo esforços com grandes aliados para contribuir com a recuperação econômica do México”. Um estudo recente da IATA revelou que um caso de COVID-19 foi registrado para cada 2,7 milhões de passageiros em aviões, mostrando que a tecnologia e os protocolos modernos das aeronaves, como os aplicados pelas companhias aéreas, são eficazes. Durante a pandemia, a AeroMexico colaborou em custos e esforços com o governo para transportar quase 250 toneladas de suprimentos médicos essenciais para o México. Atualmente, a empresa aérea administra um processo de recuperação judicial sob as regras do Chapter 11 da Lei Americana.
Qual cervejaria ganha mais com a alta no consumo de cerveja no Brasil?
O consumo de cerveja está aumentando no Brasil, com mais ocasiões para saborear uma gelada. O terceiro trimestre deve ser o mais forte da história recente para o Brasil, com aumento na produção de 20% em agosto, seguidos de meses fortes, com alta de 23% em julho e de 15% em junho, diz o banco Credit Suisse em relatório. A cerveja é, de longe, a bebida alcoólica mais consumida no Brasil, representando 90% das vendas em litros. “(Esse aumento na produção) suporta nossa visão de que a indústria da cerveja vai ser surpreendentemente positiva em mercados emergentes”, diz o Credit Suisse em relatório. Apenas o Brasil representa mais de 15% do volume total tanto da Ab Inbev quanto da Heineken, um mercado de grande relevância para as duas maiores fabricantes de cerveja no mundo. Mesmo assim, o mercado tem riscos e há dúvidas se esse crescimento pode se manter nos próximos meses. Aumento do preço das bebidas e redução na renda disponível estão entre as preocupações. Veja também Heineken vai subir preço da cerveja em 5% no Brasil por pressão da matriz Em setembro, a Heineken anunciou um aumento de preço de suas bebidas no Brasil por conta da desvalorização do real perante o dólar, o que encarece os custos de produção da bebida. A Ambev também aumentou o preço de suas bebidas pouco depois. Embora o aumento nos preços podem prejudicar, em parte, as vendas, o banco acredita que investidores podem se tranquilizar, já que a intensa competição entre Ambev e Heineken estava levando a práticas irracionais. “Acreditamos que os recentes aumentos de preços no Brasil também ajudam a diminuir as preocupações mais amplas dos investidores sobre as fabricantes de cerveja, incluindo a capacidade de precificar para compensar os ventos contrários da margem transacional, após significativa depreciação do câmbio em mercados emergentes, e práticas irracionais após o aumento da intensidade competitiva entre a Ambev e a Heineken”, diz o relatório. Além disso, as vendas de cerveja estavam sendo estimuladas pela ajuda governamental para as classes mais baixas, com o pagamento do auxílio emergencial. Esse auxílio também foi reduzido pela metade em setembro. De acordo com um estudo encomendado pela AmBev, o consumo excessivo de álcool em um curto período, prática que pode trazer efeitos de embriaguez, caiu durante o isolamento social no Brasil. “Não temos interesse no lucro proveniente do consumo indevido dos nossos produtos”, disse Anna Paula Alves, responsável pela área de consumo inteligente da Ambev. Quem ganha na concorrência pelo consumidor? Para o Credit Suisse, uma das fabricantes de cerveja se destaca entre as demais. A Ambev deve ter crescimento nos volumes vendidos acima da média do mercado, acredita o banco, principalmente porque possui uma distribuição mais forte entre pequenos mercados e lojas de conveniência. Esses pontos de venda se tornaram mais relevantes no período da pandemia, já que os consumidores preferem comprar de empresas locais e menores para reduzir o deslocamento. Além disso, a Ambev reajustou o preço pouco depois da concorrência, o que pode ser uma vantagem. Quem perde nesse mercado é o Grupo Petrópolis, acredita o CS, bem como o portfólio da marca Kirin, do grupo Heineken. “De maneira pouco comum, a Heineken liderou as mudanças no preço da indústria este ano, também provavelmente liderando uma performance de volume inferior em relação à Ambev, embora a competição a seguiu em um curto espaço de tempo”, diz o relatório.
Muito além da cerveja: Ambev investe em startup de energia limpa
A Z-Tech, da cervejaria Ambev, está investindo na Lemon, startup que faz com que bares e restaurantes consumam energia de fontes limpas e economizem na conta. Esse é o quarto investimento da companhia no Brasil. Cerveja e energia sustentável. Essa é a combinação nada óbvia que está unindo a Ambev, dona das marcas Skol, Brahma e Antarctica, com a pequena Lemon Energia, startup que desenvolveu uma forma inovadora para bares e restaurantes consumirem energia limpa. Nesta segunda-feira, 5 de outubro, a Z-Tech, está anunciando um investimento na Lemon, seu quarto investimento desde a sua criação no começo do ano passado. O aporte, de valor não revelado, está sendo seguido pela Capitale Energia, que atua no mercado livre de energia. A Z-Tech foi criada pela AB InBev, como um hub de inovação. Sua missão é digitalizar o pequeno varejo, buscando soluções para que sejam mais eficientes ou possam reduzir seus custos. Com presença nos Estados Unidos, México e Brasil, os investimentos da Z-Tech se concentram em startups que ajudem o universo que vai de bares a restaurantes e de padarias a supermercados. “Queremos fomentar o ecossistema de pequenos e médios negócios”, afirma Roberto Guido, CEO da Z-Tech no Brasil, com exclusividade ao NeoFeed. “Com a Lemon, poucas vezes vi um alinhamento tão grande com o que a gente quer construir.” A Lemon é uma plataforma que facilita a conexão entre a geração de energia limpa e os pequenos e médios negócios com o uso de tecnologia. “Conseguimos entregar essa energia sem qualquer investimento e sem a necessidade de instalação de placa”, afirma Rafael Vignoli, CEO e fundador da Lemon. Antes do investimento da Ambev, a Lemon fez um teste em Minas Gerais com a distribuidora Cemig que incluiu a participação de 200 bares e restaurantes. “Conseguimos uma economia média de duas contas de energia por ano nos estabelecimentos que participaram do piloto”, afirma Vignoli. Neste ano, a ideia da Lemon é expandir a operação em Minas Gerais, onde já conta com a parceria da Cemig. A startup já opera também em Brasília e está finalizando os detalhes para estrear no Paraná, através de um acordo com a Copel. Em 2021, a Lemon planeja uma expansão acelerada em função da parceria com a Ambev e do aporte da Z-Tech. O plano é começar a oferecer seu serviço em São Paulo, Rio de Janeiro, Mato Grosso e alguns Estados do Nordeste. A startup planeja fechar acordos com 10 distribuidores de energia. Em um mercado altamente regulado e que necessita de pesados investimentos, como o do setor de energia, a Lemon é uma empresa “asset light”. A startup não precisa investir em usinas de geração, nem faz o trabalho de distribuição. Ela funciona apenas como um intermediário entre esses dois elos da cadeia de energia. Por esse motivo, cobra um take rate de quem gera a energia. O pequeno comerciante que adere a energia de fonte limpa não paga nada e economiza na conta. “Nosso modelo é tão simples quanto o de um marketplace. Eu tiro toda a necessidade de investimento que os geradores teriam com tecnologia e com a operação comercial”, afirma Vignoli. O valor da taxa não é revelada. O fundador da Lemon alega que o percentual depende de negociações com cada gerador de energia. Atualmente, a Lemon tem capacidade de 300 megawatts de energia limpa, o equivalente para atender 40 mil estabelecimentos comerciais. O aporte da Z-Tech e da Capitale Energia é o segundo que a Lemon recebe. Em setembro do ano passado, a startup captou US$ 1 milhão em uma rodada seed que contou com a participação dos fundos Canary e da Big Bets, além de alguns investidores-anjo. Cerveja e tecnologia A Lemon é o quarto investimento da Z-Tech. O primeiro deles foi na Menu, um marketplace de alimentos, bebidas e produtos de limpeza. Neste atacado online estão marcas como BRF e Unilever, além de Ambev, claro. A Z-Tech não se limita a investir em startups. Ela está também criando empresas, como é o caso da fintech Donus, que nasceu nos corredores da Ambev, no modelo conhecido com venture builder. A Donus é uma carteira digital voltada para pequenos restaurantes e bares. No fim de setembro deste ano, a startup contratou Mauro Bizato para comandar a operação da fintech. Ele atuava como presidente do programa de fidelidade Esfera, do Banco Santander. Outra startup que faz parte do portfólio da Z-Tech é a Get In, um aplicativo que faz reserva online. “Era um investimento que talvez fizéssemos no ano que vem”, afirma Guido. “Mas antecipamos devido a Covid e a necessidade de participar do mercado digital.” Apesar de recente, a Z-Tech já teve um projeto descontinuado. Trata-se da Bario, um sistema de frente de caixa (PDVs) criado pela Ambev, que não deu certo e foi fechada neste ano. Ao contrário de corporate ventures tradicionais, que buscam também um retorno financeiro no investimento, a Z-Tech tem outra visão sobre suas apostas. “Não vou buscar um evento de liquidez”, afirma Guido. “Nunca tivemos essa discussão, queremos construir um ecossistema.” O CEO da Z-Tech também não revela os tamanhos dos cheques, nem a quantidade de recursos que tem para investir. Guido afirma que a estratégia de investimento vai desde uma participação minoritária até o controle. “Quanto mais estratégico e mais perto do core da Ambev, mais podemos buscar o controle”, diz Guido. Não há exclusividade das startups investidas pela Z-Tech em trabalhar apenas com os produtos da Ambev. Mas, ao estar presente no ponto de venda com um serviço relevante, a cervejaria melhora sua imagem. E isso pode significar mais vendas no fim do dia. O movimento da Ambev e de sua controladora, a AB InBev, é uma tendência no setor de cerveja, que foi acelerada pela pandemia do novo coronavírus. “É muito importante que as cervejarias possam ajudar a criar plataformas e serviços de maneira a manter os bares operando e faturando em um momento de severa restrição e limitação”, afirma Alberto Serrentino, sócio da consultoria Varese Retail. A Ambev, dona de
Como funciona a logística da cerveja?
Você já se perguntou por qual razão no Sudeste do país é consumido uma cerveja que não é tão apreciada no Sul? Você já notou diferença de sabor na mesma marca quando compra no mercado ou no bar da esquina? Um dos fatores que colaboram para essa diferença é o transporte, que por muitas vezes pode danificar o produto que chega até você. Afinal de contas, você faz ideia de toda a logística que a cerveja passa ou a forma no qual ela é feita em nosso país? Vamos apresentar um panorama geral da estrutura logística do transporte de cerveja, tais como os agentes envolvidos no transporte, as principais rotas realizadas, os tipos de veículos utilizados no transporte, além das diversas variáveis que compõem o valor do frete. O transporte de cerveja no Brasil é realizado principalmente via sistema rodoviário, sendo também utilizado os sistemas ferroviário e hidroviário. No sistema rodoviário, as cargas são transportadas através de diversos tipos de caminhões, sendo o tipo carreta guarda baixa o tipo mais usado, você certamente já viu alguma sendo saqueada por estar tombada na BR. Existe um modelo de caminhão específico para o transporte de bebidas, que é o siders/sider asa delta. As rotas realizadas no transporte de cerveja podem ser: Fábrica – Fábrica, Fábrica – Centros de Distribuição, Centros de Distribuição – Mercado, Fábrica – Distribuidoras, Distribuidoras – Mercado, Fábrica – Mercado. Quando o produto vem da fábrica diretamente para o mercado, isso significa que ela passou por apenas um tipo de transporte, que não foi carregada e descarregada de vários caminhões até chegar na geladeira do supermercado, ou seja, a chance da cerveja estar mais fresca, é maior. Esse processo ocorre com maior frequência com as microcervejarias que fazem distribuição na sua região. O transporte de cerveja é realizado através de diferentes agentes, tais como a empresa através de frota própria ou terceirizada, ou de modo terceirizado contratado pela fábrica, podendo-se utilizar as transportadoras ou caminhoneiros autônomos. O valor do frete inclui diversas variáveis, tais como carregamento e descarregamento que possuem um custo operacional, custos fixos (IPVA, seguro do caminhão, custo de capital do caminhão e depreciação), custos variáveis (combustível, pneu, salário motorista, manutenção do caminhão e pedágio) – que variam de acordo com a distância percorrida e sazonalidade, visto que durante o verão o consumo de cerveja é maior e, se há falta de caminhão no mercado, o valor do frete pode variar em função disso. Notamos que no transporte de cerveja a utilização de apenas um sistema de transporte – na maioria das vezes -, além da idade avançada dos caminhões utilizados, falta de especialidade destes caminhões para o transporte de bebidas, o grande número de agentes envolvidos no transporte de cerveja até que o produto chegue ao consumidor final, diante de tais problemas e da importância do transporte na composição do valor do produto final, o resultado é o aumento no valor do produto final e a queda na qualidade do produto. Portanto, se você quer acertar sempre na escolha da cerveja e não correr riscos de comprar uma cerveja meia boca para o churrasco com os amigos, dê preferência para cervejas que são produzidas próximo de você, cervejarias no qual você conhece a procedência e qualidade. Assim você estará acertando a compra, ajudando a economia da sua cidade ou bairro, além de estar levando uma ótima cerveja para o churrasco. Fonte: BALLOU, R.H. Gerenciamento da cadeia de suprimentos: planejamento, organização e logística empresarial. 4.ed.
Produção de Cerveja: ingredientes
O assunto de hoje é produção de cerveja, com o tema ingredientes, mas antes de explicar o que é cada matéria-prima você precisa saber ou relembrar o que é cerveja. Historicamente, denominamos cerveja a bebida fermentada a partir de cereais. Entretanto, por força de lei, aqui no Brasil, entende-se que cerveja é uma bebida obtida pela fermentação alcoólica do mosto cervejeiro, proveniente este do malte de cevada e água potável, por ação da levedura, com adição de lúpulo. Você pode saber mais acessando a lei federal nº 8.918/94, regulamentada pelo Decreto 6.871 de 04 de junho de 2009. Os ingredientes essenciais para a fabricação de cerveja são: água, cevada maltada, lúpulo e levedura. Porém, muitos outros itens podem ser utilizados como adjuntos, produtos que possuem carboidratos não maltados, que normalmente usa-se para baratear os custos da produção ou deixar a cerveja mais leve. Os principais adjuntos são a cevada não maltada, trigo, arroz, milho, aveia, açúcar e xaropes. É comum o uso de frutas e especiarias, como framboesa, cereja, sementes de coentro, cascas de laranja, entre outros, porém isso é apenas em algumas cervejas, mas principalmente nas belgas. Ah, deixo uma ressalva, o trigo maltado não é considerado adjunto, ok?! Água: ela representa em volume mais de 90% da cerveja, e precisa ser livre de impurezas, filtrada, sem cloro, sabor e cheiro. Ainda é comum ouvir aquela velha frase: “esta cerveja é melhor que aquela devido a água do lugar X”, mas não se deve levar mais em conta, porquê com os recursos tecnológicos atuais, é possível controlar as características da água, como o grau de dureza e pH, que deve ser ácido. É possível usar água de poço, mineral, de mina, ou de qualquer outra fonte, desde que seja tratada convenientemente e de acordo com o tipo de cerveja que você pretende fazer, porque cada tipo de cerveja requer uma água específica, por exemplo, a água ideal para produzir as pilseners deve ser mole, com poucos sais minerais. Conheça o terroir da água na região de Burton Malte: a cevada é o principal cereal utilizado na fabricação da cerveja. Depois da colheita é levada a uma maltaria, onde será transformada em malte de cevada, rico em amido e enzimas, a partir de um processo que consiste no umedecimento da cevada com água e após tem a germinação que é feita de forma controlada, para que assim possa obter mudanças físicas e químicas desejadas, e claro com a perda miníma de energia pelo processo de respiração. Você deve estar se perguntando, mas por que a cevada? Simples! Relação amido / proteína Cascas / filtração do mosto Baixo teor de lipídeos Fácil cultivo De inverno a verão há variedades Lúpulo: o lúpulo é uma planta trepadeira que pertence à família das Moráceas, que se origina do norte da Europa, Ásia e Américas, de suas flores extrai substratos de sabor amargo para equilibrar o sabor adocicado proveniente do malte da cerveja. É importante lembrar que, apenas as flores femininas não polinizadas do lúpulo que podem ser utilizadas para a produção da cerveja, porque as resinas do lúpulo, ou melhor, as famosas lupulinas, que se destinam em óleos essenciais que darão sabor amargo e ajudam no aroma e sabor da cerveja. Há diversas variedades de lúpulo, umas mais aromáticas, outras mais amargas, que podem ser utilizadas de várias formas, flores secas, em pó, extrato, ou em pellets. Dependendo da variedade, qualidade, quantidade e momento que você pretende usá-lo na cerveja, se determina uma bebida mais ou menos amarga, com mais aroma floral, terroso, herbal ou condimentado. Adjuntos: geralmente eles são usados como fonte mais barata de açúcares, em relação à cevada. As vezes são utilizados para obter maior percentual de álcool, com menor incremento no corpo e dulçor da cerveja, comparado ao que se obtém com o uso da cevada. Os principais adjuntos são: milho, arroz, cevada não maltada, trigo maltado ou não maltado moído ou em flocos, aveia ou centeio, açúcares, xarope de maltose, extrato de malte, especiarias, frutas, flores e madeira. Deixo também uma ressalva para esse item: existem cervejas puro malte excelentes, assim como existem cervejas com adjuntos e ficam fantásticas, afinal eles são usados moderadamente para dar um toque mais que especial à cerveja. Levedura: é um microrganismo unicelular que, tem a capacidade de transformar açúcar em álcool e CO2, ainda produz os componentes aromáticos característicos de cada cerveja. O gênero Saccharomyces (Cerevisae, Pastorianus e Eubayanus são dominantes para o universo cervejeiro). Existe diversas formas de classificar a levedura e a mais conhecida foi desenvolvida por George Fix, ele foi um matemático americano e cervejeiro caseiro, prestava consultoria para pequenas cervejarias nos EUA, com isso ele teve a ideia de classificar as leveduras se baseando no perfil de sabor que elas davam à cerveja, e são elas: cepas neutras, frutadas, fenólicas, secas e maltadas. Por fim e não menos importante, vale lembrar da levedura chamada Brettanomyces. É fácil um cervejeiro não se atentar muito a ela, e com isso é questão de dias para que a mesma possa contaminar toda a produção de cervejas que, não deveria ter o sabor dela; essa levedura é denominada selvagem. Entretanto, a Brettanomyces é o centro das atenções de cervejas belgas do estilo Lambic e Flanders Ale. Nas descrições que fazem de cervejas fermentadas com leveduras selvagens pode-se encontrar: suor de cavalo, celeiro, couro, lã molhada, feijão queimado, entre outros. Essa levedura se transforma em “ser” único devido sua capacidade de transformar açúcar em álcool na presença de oxigênio, o que não é comum em outras leveduras, e mais tarde transforma esse álcool em ácido acético, que além de deixar a cerveja mais ácida, pode ainda adicionar sabor relacionado à vinagre.
Cerveja Trapista ou de Abadia?
Se você assim como eu, ama cervejas Belgas e principalmente as famosas cervejas feita por monges, já se deparou com essa duvida. Afinal, o que é uma cerveja Trapista? E o que é uma cerveja de Abadia? Todas elas não são produzidas por monges em seus mosteiros? Vamos lá, toda cerveja Trapista é uma cerveja de Abadia por assim dizer, porem nem toda cerveja de Abadia é uma cerveja Trapista. As cervejas Trapistas, são produzidas pela Ordem Cisterciense da Estrita Observância (OCSO), que é uma congregação religiosa católica derivada da Ordem de Cister. Sendo assim, cervejas Trapistas, são apenas as que são produzidas pela OCSO e não por todo tipo de abadia que seja da Ordem de Cister. Até porque Trapista não é um estilo de cerveja como muitos confundem. E para poder receber o famoso selo Trapista que encontramos em algumas das garrafas, esses mosteiros precisam seguir algumas regras impostas pela OCSO, que são: A cerveja não pode ter fins lucrativos, todo e qualquer dinheiro que venham das cervejas devem ser convertidos para manutenção do monastério e cobrir os custos de vida dos monges. Todo o resto que sobrar, é destinado a caridade, projetos sociais e auxilio de necessitados. A cerveja, deve ser fabricada dentro do mosteiro, pode ser tanto produzida pelos monges ou por supervisão deles. As práticas de fazer cerveja, não devem ser o foco principal dos monges, as praticas não devem influenciar no modo de vida monástica e nos seus deveres e sim que a prática se adeque ao seu respectivo estilo de vida. Selo de autenticidade de produto Trapista. Então uma cerveja de Abadia, nada mais é que uma cerveja produzida por abadias que não tem ligação com a OCSO, pode ser produzida fora do mosteiro e até por empresas que não tenham conexões religiosas, assim no rotulo, não precisando levar exatamente o nome de uma abadia especifica. Um exemplo disso é a Cervejaria Abadia das Gerais, localizada em Nova Lima -MG, que leva em seu nome o termo “Abadia”. Uma cervejaria que se você ainda não conhece, deveria, pois eles fazem exemplos fantásticos de tradicionais estilos belgas com um toque do nosso Terroir brasileiro. Então, ficou claro a diferença entre cervejas Trapistas e de Abadia? Para mais informações como essa, continue seguindo o Cerveja em Foco para descobrir de tudo ou quase tudo do que o mundo da cerveja tem a lhe oferecer! #trapista #bélgica #cervejaemfoco #cerveja #abadia #trappist
Quarentena: Cerveja em Foco cria ebook gratuito sobre Engenharia de Cardápio
Com o período de quarentena declarado e orientado por muitos governos estaduais, várias empresas do ramo gastronômico estão sofrendo com o impacto econômico causado pela pandemia. A doença já está presente em todo o país, ela é altamente transmissível e para manter-se seguro, o brasileiro necessita ficar em casa, há diversos métodos de higienização para evitar o contágio, porém, o mais eficaz ainda é o isolamento. Essa medida de segurança que depende do bom senso do brasileiro em não sair de casa acabou criando novas formas de vender serviços e produtos, estabelecimentos que até então estavam relutando para entrar na era digital e atender com deliverys, agora estão se vendo obrigados a se arriscar, sem experiência, sem conhecimento e com uma competição absurda. Por outro lado, há empresas que estão aproveitando o momento para reestruturar a operação, o cardápio, o atendimento e todo o negócio, pois, após esse período de isolamento a necessidade de um empreendimento sólido e com verdadeiros diferenciais, serão a chave do sucesso para empresas se manterem, não haverá espaço para amadores, pois a demanda será muito menor que a oferta. Foi pensando nas empresas que precisarão rever suas estratégias que nós resolvemos oferecer uma ajuda extra nesse período tão difícil, durante o período de isolamento estaremos disponibilizando o ebook Engenharia de Cardápio: Comunicando melhor e Aumentando Vendas de forma gratuita. Para ter acesso ao material, basta acessar este link, selecione o ebook e no momento de finalizar a venda, adicione o cupom CERVEJA, o material não terá custo. O material disponibilizado possui os seguintes tópicos: A importância do Cardápio Avaliação de Estrutura Modelos de Negócio Engenharia de Cardápio Trabalhe com Fichas Técnicas Fornecedores Custos Matriz da Engenharia de Cardápio Ações com base na Engenharia de Cardápio Treine sua Equipe O conteúdo possui linguagem simples e direta, ao todo são 28 páginas e com muita coisa relevante, dê uma conferida, é gratuito!